Minha reticência predileta

“Ei, eu estou inteira e completamente de volta. Me permitindo ao sentimento que carrego por você. Desculpa se me ausentei da forma mais errada possível. Voltei.

Olha, eu não vou mentir. Eu tentei ir. Tentei desistir de você pouco a pouco, tentei ter raiva, tentei curtir a ausência pra ver se sarava. Tentei ser alguém que não sou só pra ver se meu coração julgaria necessário me afastar. Mas quando você foi, eu realmente me perdi. E jurei aos quatro ventos que não queria mais falar contigo porque você não me faria bem. Porque gastaria mais tempo sendo apaixonada por você. Porque você me renderia mais textos. Mas eu te queria. E a verdade é que foram alguns dias extremamente chatos porque você não estava. Porque eu não poderia lhe contar as mil bobagens do meu cotidiano – as quais só você saberia rir -.

A verdade é que quando você voltou, quando chegou, eu queria acreditar que era péssimo. Queria dizer que tinha conseguido desistir de ti. E fui o mais bruta possível ao tentar fazer isso, mas era irrreal, entende? Porque a única coisa mais concreta e real que temos é essa bagunça que existe entre nós. É incomum, instável, mas nunca irreal. Obrigada por me perdoar.

Eu já estava virando a semana sem escrever, porque não queria falar de ti em meus textos. Você é minha inspiração e não há sobre o que falar senão você.

Ei!? Eu não posso desistir de você! E não me importa se este será o meu maior erro. Eu estou bem errando assim. Os textos que falam de você são os mais elogiados. Eu não posso desistir de você, porque se o faço, eu fico diferente de um jeito ruim. Porque se eu desisto, eu sinto sua falta. Muito. E isso não faz bem. Muito menos se você estiver por perto.

Eu te conheço. E você me faz tão bem. De forma que poucas pessoas conseguem. Me elogia, sem abusar. Me entende, sem ser cínico. Vai contra mim, sem sumir. Você não desiste. 

Eu não posso ir agora. Agora que consigo saber quando você sorri só por ouvir sua voz. Que sei quando está magoado mesmo sem transmitir. Que consigo ver o lado mais maravilhoso – e secreto – da sua personalidade. Eu não posso ir agora que temos tanto um ao outro. Agora que temos uma conexão. Agora que a gente se perdoa. Que a gente se entende. Que a gente se têm.

Nós somos uma canção ou um poema. A voz e o violão. O verso e a rima. Nós nos complementados.

Você me transborda, e eu te encho. E tudo bem se for assim. Mesmo que seja meio torto e demorado. O tempo que eu passo nutrindo esse sentimento não é gasto, é investido. Me faz feliz. 

Você é minha chave, meu segredo. Eu também sei lhe destrancar.

Se eu te tiver aqui, e você me tiver aí, tudo está em paz. Você me tem sempre aqui, acredite. 

A gente não tem hora marcada pra evoluir e pra acontecer. O beijo pode ser daqui um mês, ou sei lá, pode não ser. O abraço? Quero outro. Você não foi planejado, então só temos que ver como a vida segue. Como o poema rima, como a música toca.

Não se ausente. Não me deixe ir. Não me faça ficar com saudades demais. Apareça.

Não irei mais tentar desistir de você. Já sei que não dá. Obrigada por me fazer sorrir.

Não é viável eu partir. Porque eu posso conversar com dez pessoas, ou conhecer outras vinte, abraçar outras quinze… Elas nunca serão você.

Você é singular. 

E não importa quantas brigas tenhamos, se a gente continuar. Porque você é a minha reticência predileta. E eu não quero trocar por um ponto final. Nós não queremos.

Toma. Esse texto também é pra você.”

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